Os Políticos e o lado negro das mídias sociais no Brasil

Ontem ouvi o PodCast sobre “A Mudança do Google“ do site do nosso amigo @DocLuz. Ao final, chegou-se ao questionamento sobre o que os políticos brasileiros esperam das mídias sociais nas suas campanhas para alcançar o poder.

Se formos levar em conta que os políticos não sabem em qual território estão pisando e que eles estão achando que a internet é um mar de rosas devido ao sucesso inquestionável da campanha de Barack Obama com o seu slogan “Yes, We can”, acredito que chegou a hora de abrirmos os olhos para ver o que nos espera daqui a alguns meses.

Os brasileiros criticam, e MUITO, a maioria dos políticos e com certeza as mídias sociais formam um verdadeiro arsenal pronto para entrar em ação contra eles e é ai que está o X da questão.
Imaginem comigo:

Os políticos esperam usufruir da internet para divulgar o seu trabalho através de fotos, vídeos, além de se aproximar do seu eleitor e por conseqüência óbvia, ganhar votos, certo?
Pronto, agora eis que entra o lado negro da mídia social no Brasil.

Enquanto você tem de um lado o político divulgando o seu trabalho, do outro, que nesse caso estou chamando de lado negro, você tem o brasileiro que irá satirizar, ridicularizar, criticar toda a campanha eleitoral além de comentar sobre todos os erros, corrupções e deslizes pessoais ou não, que o candidato tenha cometido durante a sua carreira.

Observe que, enquanto o político brasileiro espera conseguir votos na Internet, na realidade, ele estará se expondo muito mais do que já era exposto em campanha tradicional, pois estará aberto a todos os tipos de críticas, que provavelmente receberá, construtivas ou não.

Até que ponto o político brasileiro encontra-se preparado para a reação do povo e para ouvir o que nós temos a falar sobre ele?
Será importante para responder a todos os questionamentos em nome do candidato que o profissional de mídias sociais e a empresa responsável pelo posicionamento político do candidato tenham conhecimentos aprofundados dos meios políticos e posicionamentos adotados pelo candidato ao longo da sua carreira política?

Realmente são questionamentos que me fizeram pensar muito a respeito, e constatar que nem toda empresa/agência digital estará apta para demonstrar ao político essa realidade com tamanha clareza, assim como também a expor que um simples deslize na campanha pode representar um fracasso por toda vida devido a facilidade de divulgação na internet, já que nesse meio, diferente de outros, o político não pode manipular a mídia, precisando mais do que tudo, se adequar ao que o povo fala sobre ele.

Realmente seria um novo posicionamento do político, no qual ele teria que ouvir o povo e convencê-lo de que ele merece o seu voto.

A responsabilidade do profissional de mídias sociais pode levar o político do céu a inferno em questões de segundos e destruir com ele a carreira do candidato assim como a empresa pelo o qual ele trabalha.

Ainda temos muito caminho para percorrer, a estrada é longa, e os problemas já começam a surgir. Sábio será aquele que conseguir se antecipar a todos eles.

*Esse post surgiu de um @PeidoMental ao ouvir o PodCast sobre “A Mudança do Google“ do site do nosso amigo @DocLuz.

Escrito por: Domicio Neto
Revisado por: Jacqueline Ferreira e Michel Fonseca

4 thoughts on “Os Políticos e o lado negro das mídias sociais no Brasil

  1. Camila K.

    É extremamente complicado para uma sociedade como a nossa, que ainda está aprendendo a lidar com mídias sociais, ter maturidade para enfrentar uma campanha política nesses meios. Digo isso levando em conta os dois lados: dos candidatos (e consequentemente das agências que trabalham por eles) e da população em geral.
    O trabalho de Relações Públicas terá que ser muito bem feito, pois, se já era complicado se fazer entender através de meios mais facilmente manipuláveis como a televisão, quando se trata de mídias sociais, em que tudo se espalha com uma rapidez absurda, vai ser necessário escolher muito bem cada palavra dita. É importante compreender, antes de iniciar qualquer campanha, que o marketing viral também pode funcionar contrariando os objetivos do projeto. Além disso, informações negativas disseminam-se muito mais fácil do que as positivas.
    Complementando a questão do marketing boca a boca, brasileiro tem uma tendência enorme, que acredito ser justificada, em falar mal de políticos. As mídias sociais, portanto, caracterizam um prato cheio para a disseminação dessas ideias, independemente de uma campanha política nesses meios. Com a campanha, qualquer deslize pode implicar em um trabalho perdido. Isso sem falar que nessas horas, alguém sempre pode ressuscitar os 'podres' de determinado canditado. Mais uma vez, com as mídias socias, espalhar a informação é muito mais fácil.
    Claro que existem as vantagens nesse formato: com a rapidez da disseminação, será possível conhecer melhor o candidato. Mas para o político, não sei até onde vale a pena investir nesses meios, não nesse momento. O brasileiro ainda não tem maturidade pra lidar com esse tipo de informação. Vão existir críticas construtivas e pessoas de fato interessadas em compreender melhor as promessas do candidato e, por que não, utilizar as mídias sociais como uma fonte de pesquisa. Mas acredito que uma grande maioria não vá levar a sério, no sentido em que ali estará uma oportunidade de fazer todas as reclamações possíveis. Não acredito que seja errado, a questão é a forma como essas críticas serão feitas. Como eu disse no início, vai ser necessário um grande trabalho de relacionamento com o público para evitar consequências desastrosas.

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  3. carlos da silva

    politica uma organizacao de intereces de poder absoluto sobre as massas menos previlegiadas. Viveriamos em um mundo melhor se nao ouvese tanta corrupcao na politica. Eu em minha santa ignorancia acredito que a saude de um pais esta na educacao saude e bem viver dos seus cidadaos.E lamentavel as noticias de corrupcao que se ouve de nossos politicos.

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